DIA DOS PAIS… UMA HOMENAGEM AO MEU PAI RENATO

Posted by admin on 12 de agosto de 2014 in Dia dos Pais |

No dia dos pais, meu pai Renato Mesquita, recebeu uma homenagem linda do Jornal “in Formação de Lagoa da Prata”.

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A matéria ficou bem legal e meu pai amou, além de ter se emocionado com cada história contada.  Meu é  uma pessoa muito especial ; Ele sempre foi muito presente na nossa vida, brincava, rolava no chão, contava histórias, estudava para as provas, fazia mágicas … é mesmo um pai encantado.

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Veja só na íntegra toda a matéria, e se delicie com um pouquinho dessa nossa história.

 

“Dr. Renato: “O grande pai é aquele que não perdeu a pureza de sua infância” “Todo mundo gostaria de se mudar para um lugar mágico. Mas são poucos os que têm coragem de tentar.” (Rubem Alves) A vida pode ser mais leve, e o Deus, aquele que mora dentro de nossa casa, disfarçado de homem bom, é um Deus que ri, corre atrás, faz a barulheira de menino arteiro, e depois fica por ali, boquiaberto, diante da espera do último acorde da longa risada de suas crias. Não vive sozinho. Vive em meio à suas incertezas, tentativas, acertos, sorrisos de orgulho diante das vitórias, mas também acompanhado do choro silencioso de seus medos e apreensões. Sabe que ser pai exige rapidez de pensamento, suficiente para atentar ao melhor caminho, a melhor abordagem, e principalmente conhecer o limiar entre a hora de brincar e a hora de “brincar de falar sério”. Quando se conhece as peraltices do pai Renato Mesquita, 75, entendemos bem o que é viver tempos de infância todos os dias. Casado há 44 anos com a educadora Sônia, 65, preservam os valores de família acima de tudo, e é isto o que ensinam todos os dias a seus filhos Renê, Roney, Ramon, Renata e Rúbia. Como toda família tiveram suas dificuldades e suas dores, porém jamais deixaram se abater por isto. Os filhos foram crescendo e aprendendo mais o valor de um sorriso do que a angústia de poucos lamentos. Com muito trabalho e dedicação, Dr. Renato, dentista, como assim é conhecido por seus 51 anos de profissão, sempre se esforçou para trazer pra dentro de casa não só o sustento, mas também a alegria de ser pai. Natural de Santo Antônio do Monte aprendeu com seus pais, Sr. José Mesquita e dona Maria, já falecidos, a sutil arte de viver em família. Junto aos seus onze irmãos, aprontaram muito. Destacava-se por seu jeito levado de ser, fugindo de casa, dormindo no alto de árvore, e despencando de lá, fazendo doces para os irmãos, brincando com seus cachorros, e até sonhando em crescer e ter a profissão de “cachorreiro”, devido a sua paixão por estes animais. Era um lar onde os irmãos cuidavam uns dos outros, e assim inventavam suas próprias brincadeiras, na roça, nos quintais, debaixo do pé de manga, ou em qualquer lugar que pudesse reunir a meninada. E como pra ele tudo acontecia no inesperado, no diferente, foi assim também que conheceu sua amada Sônia, já que são primos em terceiro grau. “O Renato me conquistou com uma rapadura, doce que até hoje eu gosto. Namoramos, noivamos e casamos em seis meses,” conta a “escolhida”. E então, quando os filhos foram chegando, o casal fez questão de aquecer o lar com afeto e muita dedicação. Conta-se que quando nasceu o primeiro filho, Renê, o pai fez questão de aprender truques de mágicas para se apresentar em todos os aniversários dos filhos, e esta sim virou sua outra profissão de coração. E assim, a cada dia inventava ele um novo jeito de alegrar a filharada e seus amigos. Recordam que nos meses de outubro ele sempre gostava de enfeitar o quintal com aboboras, caveiras, tecidos e velas, para assustar a meninada. O ingresso, um palito de fósforo. E então colocava as crianças dentro de um carrinho de mão e saiam para o passeio no quintal assombrado. Outra diversão favorita era levar os filhos para trilhas no meio do mato. “Nossa mãe sempre ficava desesperada com isso. Mas ele nos ensinava uma reza pra afastar os bichos do caminho, que dava muito certo: São Bento, água benta, Jesus Cristo no altar, arreda o bicho mal e deixa o filho de Deus passar,” conta a filha Rúbia. Percebe-se que ainda hoje tem um menino morando dentro de agitado pai. Quando está em casa, ele gosta de ver desenhos animados, Chaves e pegadinhas, mas com certeza o que gosta mesmo é de fazer doces caseiros para distribuir com toda família. Os filhos gostam sempre de dizer que o pai fez um curso com Deus, pois sabe fazer um pouquinho de tudo, jardineiro, fazendeiro, bombeiro, mágico, contador de histórias, e nas horas vagas, dentista. Dr. Renato foi assim criando sua família. E hoje faz o mesmo com os seus três netos, e continuará fazendo para mais um que está a caminho. “Vô Renatinho é um segundo pai pra nós. Ainda está pra existir alguém que faça tudo com tanto amor quanto ele. Seu jeito divertido encanta qualquer um. Amamos demais!” declaram os netos Gustavo e Mariana. Para ele a família é o maior patrimônio. São famosas as viagens de férias que fazem juntos, duas vezes por ano. Vão pra praia, em Guarapari, e no apartamento, nestes dias, é proibido televisão, telefone e rádio. É o tempo da família reunida para conversar, brincar e se divertir. Isto sim, para eles, é a felicidade suprema! Paralelo a toda esta riqueza de afetividade familiar, Dr. Renato e Sônia ainda ocupam-se, e muito, com as atividades de nossa paróquia. Já participaram do encontro de casais, de noivos, e atuam há 42 anos no Cursilho. Ele ainda trabalha no S.O.S. como odontólogo e na Feira do Amor, na construção de casas para famílias carentes. Não mede esforços para ajudar a quem necessita. Vive uma fé comprometida, pois sabe que a verdadeira oração é aquela que consegue levar o amor de Deus ao irmão. Diz sempre que “a boa vontade vence os obstáculos que a inteligência não consegue transpor”. E quando hoje vemos seus filhos, sempre tão bem educados, felizes e bem realizados profissionalmente, temos a certeza de que esta receita de amor é eficiente e infalível. O amor de pai precisa saber abaixar-se, rolar com filho no tapete, brincar de ser criança, deixando que o adulto cheio de desafios e compromissos fique do lado de fora do lar. E, se o maior pesadelo para os pais, atualmente, é ver os filhos crescerem, abandonando de vez seus tempos de meninice, talvez o caminho seja este, deixar que eles olhem os pais com olhos de infância feliz, de repouso das responsabilidades de gente grande. Colo de pai precisa estar sempre aberto para um carinho, uma brincadeira, ter o cheiro de infância e camisa amarrotada pelo abraço demorado. “Em todos os nossos aniversários éramos sempre acordados com uma serenata de “parabéns pra você”, acompanhado da cantoria desafinada de meu pai, batendo tampas de panelas, sempre acompanhado de nossa mãe. E depois da cantoria vinham os beijos estalados e abraços apertados. Estes sim, sempre foram os melhores presentes! O amor se fez gente através de nossos pais, e somos felizes por isto” relembram os filhos. Que possamos ser barulhentos no amor aos nossos filhos, para que, por mais distantes que estejam, possam ouvir, ao longe, as nossas declarações de amor.”

Claudinei Rezende

 

 

 

Feliz Dia dos Pais a todos os pais que deixam os nossos dias ainda melhores e fazem o nosso coração bater mais forte.  Parabéns a todos vocês!

 

 

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